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FÓRUM
DISCUTINDO A EDUCAÇÃO

Este é um espaço reservado para discutirmos a educação.
Aqui vamos falar sobre as tendências da educação no Brasil e no mundo, vamos discutir questões polêmicas, do dia-a-dia etc.
Mas também vamos aproveitar esse espaço para relatar nossas experiências, expressar nossas opiniões,
buscar juntos soluções para os diversos desafios e muito mais.

Seja bem-vindo. Sua palavra vale muito!

Diga não ao ciclo do fracasso, não ao racismo

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Educação inclusiva não é só aceitar a matrícula de todo e qualquer aluno. É também cuidar para que todos aprendam. Uma educação inclusiva é necessariamente antirracista.

No Brasil, mais que em outros países, os alunos tendem a espelhar, na escola, o desempenho acadêmico de seus pais. Isso significa que alunos e alunas filhos de pais com pouca escolaridade têm mais chances de abandonar a escola e apresentar defasagem entre a idade e a série, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, sigla em inglês para Programme for International Student Assessment). E essa defasagem é grande: segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), cerca de um terço dos alunos matriculados no primeiro ano do Ensino Médio apresentam defasagem de dois anos ou mais. Muitos desses meninos e meninas correm o risco de abandonar a escola. Muitas vezes, eles têm em suas casas o exemplo de pai e mãe que não completaram o Ensino Fundamental. Infelizmente, em nosso país, a baixa escolaridade está ligada à ascendência étnica: herança da escravidão, que castigou a população brasileira por três séculos.

 

Por isso, uma educação inclusiva é necessariamente antirracista, avalia um estudo da ONG Ação Educativa. “Do ponto de vista de uma educação antirracista e contra qualquer tipo de discriminação, comprometida com o sucesso de todos os estudantes, é necessário buscar novas perspectivas e rever as concepções limitadas e excludentes de avaliação de aprendizagem que somente penalizam e excluem os alunos”, afirma Denise Carreira no estudo Relações Raciais na Escola – Indicadores de Qualidade da Educação. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 mostram que 8,5% da população brasileira é extremamente pobre, sendo 70,8% dela constituída por famílias negras. Nesse grupo incluem-se famílias sem rendimento ou as que vivem com renda per capita de até R$ 70,00.

Avaliação sim, determinismo não

Avaliações são um elemento-chave para melhorar a qualidade da educação, bem como instrumentos de diagnóstico para verificar o que anda bem e o que não anda tão bem na escola. No entanto, se são a única base para analisar o progresso educacional dos alunos, individualmente, elas podem se tornar discriminatórias. “[…] é fundamental que a avaliação seja desenvolvida a partir de uma visão que assuma que o sucesso escolar vai muito além do desempenho dos alunos em provas e testes, tendo a ver com o direito a uma trajetória escolar sem interrupções e a aprendizagens significativas – uma trajetória que estimule a autoestima, a autonomia e o respeito para com os outros seres humanos entendidos como iguais […] e esteja comprometida com uma visão integral do desenvolvimento humano”, afirma o mesmo estudo.

 

Há ainda outras práticas discriminatórias que contribuem para tornar a escola um local mais desigual. Muitas delas dizem respeito à origem socioeconômica dos alunos, o que frequentemente se associa à cor da pele. Muitas dessas ações são inconscientes – por exemplo, achamos que tal criança vai com o cabelo sujo e desarrumado para a escola, por isso sua mãe deve ser “desleixada”. E esse preconceito velado contribui inclusive para o abandono escolar – lá na frente. É um ciclo que nunca se fecha e ao qual nos subordinamos, este da herança da escravidão. “Tal situação se deve a um conjunto de fatores, entre eles, às formas explícitas e sutis de racismo que acontecem no cotidiano escolar, aos diversos desafios da escola brasileira (turmas com número excessivo de alunos, condições precárias de trabalho dos profissionais de educação, pouca verba para a educação, falta de gestão democrática etc.) e às desigualdades raciais e sociais presentes na sociedade, que tanto impactam as condições das famílias e das comunidades. Para esse quadro, contribui também a existência de um jeito de ‘fazer escola’ ainda marcado pelo eurocentrismo”, avalia Denise.

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Como favorecer a aprendizagem da escrita e da Matemática em sala de aula e, consequentemente, melhorar os resultados das avaliações?

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Professor, o que você faria para contribuir diretamente com o desempenho dos alunos no aspecto da escrita e da Matemática?

Como a escola pode superar as dificuldades apresentadas pelos alunos durante o desenvolvimento da escrita e os conceitos básicos de Matemática?

Dominar a leitura e a escrita e formar os conceitos básicos da Matemática, são condições fundamentais para o pleno desenvolvimento do aluno que passa pela aprendizagem em várias áreas do currículo escolar. O desenvolvimento destas competências, subsidiam  possibilidades para que o aluno estabeleça o senso investigativo e a conexão com outras áreas do conhecimento, estimulando o seu raciocínio.
“A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original”. – Albert Einstein

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Como atender a diversidade em sala de aula e proporcionar boas situações de aprendizagem?

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Lidar com as diferenças é um grande desafio para líderes e professores. O processo de aprendizagem depende de ações educativas planejadas, de acordo com o desenvolvimento humano, ou seja, propiciar ao aluno a vivenciar ações reflexivas que possam favorecer tanto aprender-com como aprender- sobre o pensar. Isso significa, a elaboração de  atividades que permitam  ao aluno a construção de algo significativo do qual possa se envolver afetivamente e cognitivamente.

Professor, ao perceber que seu aluno não aprende como deveria, conte-nos o que você faria para criar situações que facilitem o aprendizado.
Quais são os princípios que podem nortear de forma criativa novas situações de aprendizagem?
“Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos”. – Rubem Alves

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Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) facilitam o interesse do aluno pelo aprendizado?

Para os professores, o desafio de estabelecer práticas pedagógicas eficientes para os diferentes recursos tecnológicos utilizados de forma integrada, não é uma tarefa nada fácil. Possibilitar o desenvolvimento de múltiplas linguagens em sala de aula ,é tornar a aprendizagem prazerosa, construindo uma autonomia nos alunos, partindo dos seus conhecimentos.

Professor, você acha que a tecnologia é uma ameaça ou uma aliada do processo ensino-aprendizagem? Onde ela funciona como uma e como outra coisa?

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Neurociência na prática: como melhorar o aprendizado e a organização interna do aluno para lidar com as informações que recebe?

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Motivar os alunos é torná-los capazes e preparados para mudanças e desafios na construção individual de seus conhecimentos. Desenvolver e planejar novas possibilidades no processo de Ensino Aprendizagem, é permitir ao professor uma flexibilidade para estimular os sentido dos alunos propondo atividades internas que venha a aguçar a concentração, o pensar e a curiosidade de maneira dinamizada para o enriquecimento de suas aulas.

Professor, o que você faria para estimular novos desafios em seus alunos?

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Como transformar os desafios da alfabetização inclusiva em práticas pedagógicas eficazes?

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O desenvolvimento de qualquer criança, deve-se a um processo muito importante e principal de sua vida que é a alfabetização. Por meio dela, o mundo será apresentado na forma de língua, escrita e leitura. Criar um ambiente de alternativas de adaptação, favorece em espaços comuns a aprendizagem das crianças, priorizando a autonomia e o desenvolvimento intelectual.

Professor, o que você faria para potencializar as possibilidades de Ensino Aprendizagem na Educação Especial?

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Como atender a diversidade em sala de aula e proporcionar boas situações de aprendizagem?

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Nas salas de aulas atuais, o estudantes efetivamente se cruzam com meios familiares diversificados de suas realidades sociais, como a cultura, ritmos, gêneros, cor da pele, raças e processos cognitivos de aprendizagem. Para que essa barreira seja transposta, os educadores devem estabelecer estratégias de ensino-aprendizagem que fujam dos padrões pedagógicos escolares, de modo a proporcionar uma aprendizagem significativa que possa optimizar as diferenças.

Qual o papel do professor para incluir todas as crianças em uma aprendizagem de sucesso?
Qual a importância do desenvolvimento de uma pedagogia diferenciada?

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Como se preparar para receber e ensinar alunos com deficiência?

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Afinal, qual o maior desafio? O crescimento e desenvolvimento humano, devem-se a processos e transformações onde a interação entre as características atuais sejam incluídas em um contexto ao qual estabeleça mudanças relativas em meio a interação com o ambiente em convívio. Traspor barreiras através da motivação e quebrar todo e qualquer tipo de preconceito para que a troca de saberes seja mútua, é maneira mais eficiente de inserir um aluno com deficiência no ambiente escolar.

Conte-nos o que você faria para lidar com estes desafios!

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Preconceito racial e o cotidiano escolar

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Discutir as relações étnicas é uma questão polêmica, complexa e antiga. Entretanto, uma educação igualitária é fundamental para o desenvolvimento do futuro cidadão e contribui para um modelo democrático onde o que conta é a igualdade de oportunidades.

Professor, você enxerga o racismo em sua sala de aula? Se ele não é visível, ele deixa de existir?

Abordar o estudo da questão étnica é importante para o processo de socialização dessas gerações? 

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Crianças transgêneros

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O professor forma cidadãos, para isso, é preciso estar preparado para lidar com situações que pedem conciliação e conscientização por parte dos docentes.
Questões que envolvam, por exemplo, alunos transgêneros. O processo é amplo, pois vai desde acolher esses alunos, bem como, zelar para que não sofra preconceito dentro do ambiente escolar, além, claro de conciliar o processo de formação e também de apoio aos pais.

O que fazer quando meu aluno é aluna?

Quais medidas tomar para que a presença de um aluno transgênero na sala de aula não se torne conflitante e traumática?

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